Oxitocina, maternidade e empatia

May 14, 2018

Foto: Mães da Escola de Empatia: à esquerda, Camila Marques com seu filho Gustavo; à direita, Bruna Perillo com suas filhas Maria Eduarda e Letícia.

 

 

O artigo de hoje é sobre o principal hormônio para a vida em sociedade e sua relação com EMPATIA e MATERNIDADE. Estou falando da oxitocina!

 

Descoberta em 1909, a oxitocina não é o principal hormônio que garante a existência da vida humana, mas sim que garante da sua coexistência. Ele é conhecido como o hormônio do amor, do relacionamento e da sociabilidade. 

 

A oxitocina tem várias funções no organismo das pessoas.

 

A primeira destas importantes funções está ligada à maternidade e ao nascimento do bebê.

 

Durante muito tempo a oxitocina foi conhecida como o hormônio da mãe. Isto porque, ela tem importantes funções na hora do parto e da amamentação. Ela é liberada em grandes quantidades no trabalho do parto, intensificando as contrações intrauterinas e dilatando o colo do útero. Isto faz com que a mãe e o bebê tenham menos sofrimento. Após o nascimento, a produção de oxitocina é aumentada para a recuperação da mãe e também para facilitar a amamentação do bebê.

 

Outra função importante da oxitocina em nosso organismo está relacionada à sexualidade: dentre tantos benefícios, a oxitocina aumenta a libido, intensifica e prolonga a ereção e a lubrificação e, assim, intensificando o orgasmo tanto feminino, quanto masculino.

 

A oxitocina funciona também como um anti inflamatório para o nosso coração, diminuindo o nível de cortisol em situações de estresse. Ela diminui a pressão alta, a ansiedade e diversos tipos de compulsões; proporciona tranquilidade, gera confiança, reduz o medo, melhora a autoestima.

 

Dentre todas estas funções, a oxitocina exerce um papel muito importante nos nossos relacionamentos e vida em sociedade.

 

A começar pelo início da vida, a oxitocina não somente facilita o parto e a amamentação. Ela também estreita o vínculo de amor e confiança entre a mãe e o bebê. É onde tudo começa. Neste período da vida, o bebê recebe as primeiras demonstrações de afeto e cuidado. Além disso, a mãe que consegue estabelecer uma relação de empatia com o bebê, compreendendo as suas necessidades, irá possibilitar que ele cresça com uma melhor habilidade para também ter empatia pelas pessoas.

 

Porém, mesmo que uma criança cresça em situações de violência, ela tem o potencial de se colocar no lugar do outro. A empatia é uma capacidade humana e pode ser aprendida em qualquer momento da vida.

 

É este lugar primordial que a oxitocina tem, de facilitar a conexão entre as pessoas desde o início da vida e que só é possível através do contato.

 

A oxitocina somente é liberada através do contato entre as pessoas.

 

Para aumentar a oxitocina tem que haver contato físico, visual e/ou sentimental entre as pessoas. Sua liberação acontece de 2 à 3 segundos após o contato e dura de 20 à 30 minutos. Não é o máximo?

 

Quer exemplos de contatos que aumentam a oxitocina?

 

- Dar e receber abraço;

- Dar e receber aperto de mão;

- Dar e receber carinho;

- Olhar nos olhos;

- Escutar uma pessoa verdadeiramente;

- Amamentar;

- Dar e receber massagem;

- Fazer sexo;

- Beijar;

- E tantas outras formas de contato!

 

A oxitocina pode ser ingerida como suplemento?

 

Somente com receita médica e com necessidade! Ora, quem é que prefere tomar um suplemento a dar um abraço no colega? A verdade é que qualquer ingestão sintética da oxitocina tem o efeito muito mais abaixo da oxitocina produzida naturalmente pelo organismo. Nada substitui o contato uns com os outros.

 

Está mais que comprovado que a oxitocina nos faz mais feliz, ela nos aproxima.

 

Agora que você já sabe que o carinho e cuidado da sua mãe (a da certidão ou a que seu coração reconhece), foi o início de tudo, que tal agradecer a ela? Na foto deste artigo, eu (Camila) e Bruna, fundadoras da Escola de Empatia, com nossos filhos.

 

Envie para nós uma foto com sua mãe ou filho(a) e nos conte sua história!

 

 

 

 

Camila Marques é psicóloga, especialista em Arteterapia e co-criadora da Escola de Empatia. Há 7 anos realiza treinamentos sobre habilidades de empatia e comunicação. Estuda, vivencia e compartilha a Comunicação Não-Violenta (CNV).

 

 

 

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